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34º Bienal em São Paulo expõe cadernos da escritora sacramentana Carolina Maria de Jesus

34º Bienal em São Paulo expõe cadernos da escritora sacramentana Carolina Maria de Jesus

Estiveram presentes na abertura da 34º Bienal de São Paulo representando a cidade de Sacramento o vice-prefeito Osmar Trevisan Júnior, os secretários de Cultura Luiz Carlos de Souza Júnior e de governo Leonardo Gobbo, do diretor e cultura e patrimônio Luiz Alberto Silva e da subdiretora de cultura e patrimônio Eliana Garcia Vilas Boas e o vereador Marcio Luiz de Freitas.

O ponto de partida do projeto curatorial da 34º bienal de São Paulo – Faz Escuro mas eu canto, originalmente planejada para 202, foi o desejo de ampliar a mostra no tempo e no espaço, estendendo sua duração ao longo de vários meses e expandindo a presença de artistas participantes por meio de uma inédita parceria com mais de vinte instituições na cidade.

Os acontecimentos dramáticos do último ano trouxeram mudanças na coreografia imaginada inicialmente e o adiamento para este ano de 2021 da grande exposição coletiva, mas também reforçaram a pertinência de uma mostra em constante transformação e afinação, que busca refletir sobre sim mesma publicamente, como num grande ensaio aberto que agora alcança seu momento de maior intensidade.

Obras de mais de noventa artista, muitas delas comissionados especificamente para a exposição, são articuladas ao longo do percurso expositivo ao redor de uma série de enunciados: imagens, objetos, documentos carregados de histórias marcantes e complexas, que pontuam a

34º bienal para fazer reverberar, em uma afinação específica, algumas das questões que as obras ao redor suscitam.

Estão exposta na Bienal alguns dos cadernos onde Carolina descreve, compõe um dos enunciados que carregados de histórias marcantes e complexas, pontuam a 34º Bienal para fazer reverbar, com maior intensidade, algumas das questões que as obras ao redor suscitam.

Carolina Nascida em sacramento, viveu deslocamentos sucessivos até chegar à metrópole paulistana, onde começou a coletar cadernos e ao invés de vendê-los por quilo, utilizou-os para experimentar a sim mesma como escritora. Desde então ela se via como uma autora que falaria diretamente da sua situação, de seus conflitos, revoltas e sonas, mas que também poderia escrever poemas, peças teatrais, romances, provérbios e contos. Uma cidadã que almejava sair da favela para viver em casa de alvenaria e que gostaria de circular livremente pelas salas de visitas da alta literatura.

No âmbito da rede de parcerias com instituições proposta pela Bienal, uma apresentação uma apresentação mais completa da trajetória da escritora sacramentana Carolina Maria de Jesus pode ser vista no instituto Moreira Salles a partir de 25 de setembro.

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